Possibilidade de ZERO entrada
Após retomar o crédito para financiamento de construção de imóveis no SFI, banco volta a financiar a aquisição individual de imóveis acima do limite do SFH com recursos do SBPE
A CAIXA iniciou as contratações da sua nova linha de financiamento de construção de imóveis acima de R$ 2,25 milhões, no âmbito do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), com recursos do SBPE, agora vinculada a critérios de sustentabilidade. A modalidade deve alcançar construções que adotem eficiência energética, mitigação de impactos ambientais e soluções tecnológicas sustentáveis.
Com isso, o banco volta a atender o público do SFI para financiamento de construções destinado a pessoas físicas, oferecendo taxas de juros pós-fixadas a partir de 12,80% ao ano + TR.
Para a contratação da modalidade, o projeto deve ter o Selo Casa Azul Uni. A certificação, que classifica projetos nos níveis Bronze, Prata e Ouro, reconhece soluções eficientes em concepção e construção que impactam positivamente no uso e ocupação do empreendimento, reforçando os compromissos ESG do banco.
A vice-presidente de Habitação, Inês Magalhães, avalia que as contratações com exigências de critérios de sustentabilidade elevam o padrão das construções financiadas pelo banco, e se alinha com o posicionamento da CAIXA como banco que cuida das pessoas e do planeta. “Estimamos contratar, em 2026, cerca de R$ 8 bilhões em financiamentos de construção para pessoas físicas, com crescimento no SFH e retomada do atendimento ao público do SFI. Estamos trazendo para o mercado uma solução que combina crédito, tecnologia e responsabilidade ambiental", comenta.
A obrigatoriedade do Selo Casa Azul Uni será inicialmente aplicada aos imóveis acima de R$ 2,25 milhões. O nível de certificação também poderá influenciar a bonificação nas taxas de juros, conforme critérios técnicos e relacionamento do cliente.
Mais informações sobre critérios, pontuação e gradações do Selo Casa Azul Uni estão disponíveis no site.
Iniciativa compõe pacote de medidas recentes que facilitam o acesso à moradia e estimulam o setor da construção civil
A CAIXA voltou a disponibilizar a possibilidade de contratação de mais de um financiamento imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). A medida, que estava suspensa desde novembro de 2024, entra novamente em vigor para atender à demanda do mercado e ampliar as oportunidades para famílias e investidores.
As modalidades de financiamento com recursos SBPE tem seu saldo devedor atualizado pela TR, ofertam taxas de juros efetivas a partir de 10,99% ao ano e prazo de até 420 meses.
Entre novembro de 2024 e dezembro de 2025, clientes que já possuíam um financiamento habitacional ativo na CAIXA, incluindo seus cônjuges, independentemente do regime de casamento, não podiam contratar um novo crédito imobiliário no banco. Com a mudança anunciada, essa limitação deixa de existir, permitindo que os clientes contratem mais de um financiamento pelo SBPE.
“A liberação do compulsório da poupança contribui para ampliar a liquidez do sistema financeiro, oferecendo suporte às operações de crédito imobiliário em um cenário de maior demanda. Essa medida fortalece a capacidade das instituições de manter o ritmo de concessões, mesmo diante da redução dos saldos de poupança, garantindo estabilidade e continuidade no atendimento ao mercado", explica o presidente da CAIXA, Carlos Vieira.
A mudança acompanha uma série de iniciativas estratégicas para facilitar o acesso à moradia e estimular o setor da construção civil. Dentre as medidas anunciadas recentemente, estão:
Elevação do teto do Sistema Financeiro da Habitação (SFH): o valor máximo dos imóveis financiáveis passou de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, permitindo que famílias de renda média e alta tenham acesso a condições mais vantajosas.
Aumento da cota de financiamento: a CAIXA voltou a financiar até 80% do valor do imóvel na modalidade SAC e até 70% na modalidade Price, reduzindo a necessidade de entrada e ampliando a capacidade de compra.
Linha de crédito para reformas: lançada em outubro de 2025, dentro do programa Reforma Casa Brasil, com taxas atrativas. Além de operacionalizar R$ 30 bilhões do Fundo Social no Programa Minha Casa, Minha Vida para pessoas com renda até R$ 9,6 mil, a CAIXA disponibilizará R$ 10 bilhões em linha própria com recursos do SBPE para famílias com renda superior a esse limite. Através do site do banco é possível verificar a elegibilidade ao programa, simular condições e obter orientações.
Otimização do uso do compulsório da poupança, após mudanças regulatórias do Banco Central, garantindo liquidez e estabilidade para manter o ritmo de concessões. Com as alterações, a previsão é de elevação do orçamento SBPE para 2026.
Habitação é com a CAIXA:
A CAIXA é líder absoluta em crédito imobiliário, com 67,1% de participação no mercado. O saldo da carteira imobiliária do banco encerrou o terceiro trimestre deste ano em R$ R$ 905 bilhões, crescimento de 11,4% em relação a setembro de 2024. Até setembro de 2025, o banco alcançou R$ 174,4 bilhões em novas contratações.
Mais informações sobre crédito imobiliário estão disponíveis no site da CAIXA.
O mercado imobiliário brasileiro vive um momento histórico. Pela primeira vez desde a criação do programa Minha Casa Minha Vida, um grande banco privado demonstra interesse em atuar diretamente na Faixa 4 do programa habitacional do Governo Federal. A entrada do Itaú representa uma mudança significativa para milhares de famílias brasileiras que possuem renda mais elevada, mas ainda precisam de condições facilitadas para financiar um imóvel.
Até pouco tempo, a Caixa Econômica Federal era praticamente a única instituição financeira responsável pelos financiamentos dentro do Minha Casa Minha Vida. Com a chegada do Itaú, surge uma nova alternativa para os compradores, aumentando a concorrência e ampliando as opções de crédito imobiliário disponíveis no mercado.
A Faixa 4 foi criada para atender famílias de classe média que não conseguiam se enquadrar nas faixas tradicionais do programa, mas também enfrentavam dificuldades para obter financiamento nas condições do mercado convencional.
Atualmente, a Faixa 4 contempla famílias com renda mensal de até R$ 13 mil e permite o financiamento de imóveis avaliados em até R$ 600 mil. O prazo pode chegar a 35 anos, tornando as parcelas mais acessíveis para os compradores.
Diferentemente das faixas inferiores, a Faixa 4 não possui subsídio direto do Governo Federal. O principal benefício está justamente na redução das taxas de juros quando comparadas ao crédito imobiliário tradicional.
Uma das maiores vantagens da Faixa 4 é a taxa de juros limitada em aproximadamente 10% ao ano para cotistas do FGTS e cerca de 10,5% para não cotistas.
Embora essas taxas possam parecer elevadas quando comparadas às faixas mais baixas do programa, elas são bastante competitivas quando analisadas diante do mercado tradicional.
Em muitos bancos, os financiamentos imobiliários convencionais apresentam taxas entre 11% e 14% ao ano, dependendo do perfil do cliente e do relacionamento com a instituição financeira.
Essa diferença aparentemente pequena pode representar uma economia superior a R$ 100 mil ao longo de um financiamento de 30 anos.
Essa é a pergunta que mais tem despertado a curiosidade dos compradores.
A expectativa do mercado é que o Itaú opere dentro das mesmas regras estabelecidas pelo programa Minha Casa Minha Vida para a Faixa 4. Isso significa que as taxas praticadas devem seguir os limites definidos pelo Governo Federal.
Na prática, isso permite que clientes do Itaú tenham acesso a condições muito semelhantes às encontradas na Caixa Econômica Federal.
Para o consumidor, isso representa uma excelente notícia. Afinal, ele poderá comparar atendimento, agilidade na análise de crédito, exigências documentais e qualidade do serviço sem necessariamente abrir mão dos benefícios do programa.
A participação de um banco privado de grande porte dentro do Minha Casa Minha Vida pode gerar diversos benefícios para o mercado imobiliário.
Quando existe apenas uma instituição dominante, os consumidores possuem poucas alternativas.
Com a chegada do Itaú, a tendência é que haja uma disputa maior pela preferência dos clientes, incentivando melhorias nos processos e no atendimento.
Um dos principais desafios enfrentados pelos compradores atualmente é o tempo de análise de crédito.
Muitas vezes, a aprovação de um financiamento pode levar semanas ou até meses.
A entrada de novos agentes financeiros tende a distribuir a demanda e acelerar os processos.
Corretores de imóveis passam a ter mais ferramentas para encontrar a melhor solução para seus clientes.
Em vez de depender exclusivamente da Caixa, será possível comparar propostas e direcionar cada comprador para a instituição mais adequada ao seu perfil.
O Itaú é reconhecido por seus investimentos em tecnologia.
A expectativa é que muitos processos sejam realizados de forma digital, reduzindo burocracias e facilitando a jornada do cliente.
As regras básicas permanecem semelhantes às praticadas atualmente.
O comprador deve:
Possuir renda familiar bruta de até R$ 13 mil mensais;
Não possuir imóvel residencial financiado em seu nome;
Atender aos critérios de análise de crédito do banco;
Comprar um imóvel de até R$ 600 mil;
Possuir capacidade financeira para arcar com as parcelas.
Além disso, o uso do FGTS continua permitido para complementar a entrada, amortizar saldo devedor ou reduzir parcelas do financiamento.
A entrada do Itaú pode aquecer ainda mais o mercado imobiliário brasileiro.
Construtoras, incorporadoras e imobiliárias enxergam a novidade como um importante motor para aumentar as vendas, especialmente de imóveis voltados para a classe média.
Muitos compradores que estavam adiando a decisão de compra devido às condições do crédito podem encontrar agora um cenário mais favorável.
Além disso, a concorrência entre instituições financeiras pode estimular melhorias contínuas nas condições oferecidas ao consumidor.
Imagine uma família com renda de R$ 12 mil mensais interessada em comprar um apartamento de R$ 500 mil.
Supondo uma entrada de R$ 100 mil, o valor financiado seria de R$ 400 mil.
Na Faixa 4, com taxa próxima de 10% ao ano, a parcela inicial pelo sistema SAC pode ficar em torno de R$ 4.400.
Em um financiamento convencional com taxa de 12% ao ano, essa mesma parcela poderia ultrapassar R$ 5.100.
Ao longo do contrato, a economia pode representar dezenas ou até centenas de milhares de reais.
Especialistas acreditam que a entrada do Itaú seja apenas o começo.
Outros bancos privados podem demonstrar interesse em participar da Faixa 4, ampliando ainda mais a oferta de crédito imobiliário para a classe média brasileira.
Isso poderá criar um ambiente de maior competitividade, beneficiando diretamente quem deseja comprar seu primeiro imóvel ou investir no mercado imobiliário.
A entrada do Itaú no Minha Casa Minha Vida Faixa 4 representa um dos acontecimentos mais importantes do mercado imobiliário nos últimos anos.
Além de ampliar as opções de financiamento para os compradores, a iniciativa tende a aumentar a concorrência, melhorar o atendimento e oferecer mais agilidade nos processos de aprovação.
O mais importante é que as taxas de juros permanecem alinhadas às condições do programa, próximas das praticadas pela Caixa Econômica Federal, garantindo que as famílias continuem tendo acesso a crédito imobiliário mais barato do que o encontrado no mercado tradicional.
Para quem possui renda de até R$ 13 mil e deseja adquirir um imóvel de até R$ 600 mil, a Faixa 4 surge como uma excelente oportunidade para conquistar a casa própria com condições mais favoráveis e maior liberdade de escolha entre instituições financeiras.